PARÃÂFRASE
E imitando o grande Mestre,Tomando livros e cadernos como ferramentas,
lá se foi o professor,
Semear sua semente.
E encontrou admirado, cabecinhas pobres
que, da escola, esperavam apenas a merenda.
Encontrou cabecinhas vazias, que nada aprendiam por estarem tão fracas e doentes.
Encontrou cabecinhas confusas e alarmadas de crianças que presenciavam em seus próprios lares, a violência.
E o professor foi conhecendo o terreno por onde estava a lançar sua semente.
Corações de adolescentes, tão enamorados de si mesmos e tão longe do querer saber.
Corações de jovens, sem condições por terem cheios de problemas a cabeça e o coração.
E o professor parou.
Para que lançar semente onde nada germina?
Trabalho inútil, vão.
E sentou-se o professor procurando a solução.
E viu seus filhos se aproximarem alegres, sedentos de amor, saudáveis, lindos.
E loucamente pensou: - Vou reformar o mundo!
Não mais lançarei sementes.
Vou preparar a terra, adubá-la, revolvê-la, transformá-la para depois plantar.
E lá se foi o professor, tomando como única ferramenta, o amor.
Semente lançada em terra boa, finalmente germinou.
Porque antes de ensinar a ler, a calcular, o nome dos rios e o símbolo da água,
O professor AMOU...
Por
Maria Corrêa Rodrigues
